No Room for Genocide: FAQs
Obrigado por se juntar e apoiar a campanha No Room for Genocide, liderada pelo Comité Nacional Palestiniano do BDS (BNC). Lançada em julho de 2025, a campanha apela a parceiros, aliados e apoiantes em todo o mundo para que pressionem os Estados a cumprir as suas responsabilidades ao abrigo do direito internacional, pondo fim à cumplicidade e garantindo a responsabilização pelo genocídio, apartheid e ocupação ilegal levados a cabo por Israel. Isto inclui a obrigação de assegurar que pessoas implicadas na prática de genocídio, apartheid e crimes de guerra contra o povo palestiniano não encontrem refúgio seguro nos seus territórios. Leia o apelo aqui.
O lançamento desta campanha reuniu campanhas dinâmicas em todo o mundo que procuram responsabilizar genocidas e criminosos de guerra e construir um consenso popular em torno das mensagens “Banir Criminosos de Guerra” e “No Room for Genocide”. Encontre o nosso kit da campanha aqui.
Aqui respondemos a algumas das perguntas e preocupações mais comuns relacionadas com a campanha:
Para proprietários de negócios (hotéis, alojamentos locais, empresas de turismo, restaurantes, cafés, empresas de trekking ou desportos de aventura, cruzeiros, etc.)
Não existe forma de uma empresa ou indivíduo confirmar ou negar a culpabilidade em crimes de atrocidade ou outras graves violações de direitos humanos. Essa autoridade cabe ao Estado ou a agências e tribunais internacionais. O que indivíduos e empresas podem fazer é criar políticas e orientações para os seus espaços que denunciem esses crimes e não ofereçam espaço aos seus perpetradores (tal como muitas vezes existem políticas de tolerância zero para o racismo ou a violência). Isto contribui para a criação de um consenso mais amplo em torno da responsabilização.
Não. O Comité Nacional Palestiniano do BDS (BNC) apela à responsabilização com base na cumplicidade, e não na identidade. É um facto documentado que entre os perpetradores do genocídio em Gaza se encontram cidadãos com dupla nacionalidade, bem como mercenários estrangeiros contratados pelo exército israelita ou que atuam em coordenação com este.
Não. Ao negar serviços e refúgio seguro a suspeitos de genocídio e crimes de guerra por precaução, a sua empresa estará a cumprir o direito internacional. Não se trata de discriminação, uma vez que a sua política não visa qualquer grupo nacional, étnico, religioso ou outro. Recomendamos sempre a consulta de especialistas em direito local; nesse caso, a questão prende-se com a forma e a linguagem adequadas da comunicação, e não com a mensagem em si.
Dito isto, é possível que suspeitos de crimes de guerra, extremistas e os seus grupos de pressão tentem exercer pressão sobre empresas que assumem esta posição. É por isso que recomendamos a criação de redes entre estas empresas conscientes, pois a união gera força e pode também incentivar expressões de solidariedade por parte de mais negócios.
Assine o compromisso Sanctuaries of Peace (Santuários de Paz):
A subscrição desta declaração de compromisso liga-o a nós e a outras empresas que assumem a mesma posição a nível mundial. Atualmente, o compromisso está a ser partilhado de forma privada, mas tornar-se-á público — com o consentimento prévio dos signatários — assim que reunir mais de 200 assinaturas. Fazer parte da rede Sanctuaries of Peace (SoP) garantirá acesso a informação, apoio e a integração numa comunidade mais ampla de empresas éticas.
A linguagem deste texto está enraizada no quadro universal dos direitos humanos e articula a solidariedade com a Palestina com outros valores éticos fundamentais, especialmente no setor do turismo e da hospitalidade, permitindo assim expressar solidariedade com a Palestina de forma integrada num discurso mais amplo. A linguagem deste compromisso foi cuidadosamente desenvolvida com especialistas em direito internacional. Adota uma abordagem flexível, não exigindo que as empresas signatárias se tornem públicas, e utiliza uma formulação ampla que não isola a solidariedade com a Palestina. A assinatura deste compromisso não obriga a tornar pública a adesão.
Após esta ligação inicial, uma vez assinado o compromisso, podemos trabalhar em conjunto para explorar os próximos passos, que podem incluir:
- Juntar-se à rede Apartheid Free Zones (AFZ):
Um número crescente de empresas dos setores da hospitalidade e do turismo está a inscrever-se para se tornar Espaços Livres de Apartheid — espaços que rompem os seus laços com a opressão israelita e se comprometem a apoiar o movimento global BDS liderado pelos palestinianos. A rede global ELA inclui espaços sociais, culturais e comerciais, sindicatos, instituições públicas e muito mais, como pode ver no nosso mapa. - Juntar-se a redes de empresas de hospitalidade na sua região:
Grupos como Hosts for Palestine estão a mobilizar anfitriões do Airbnb para pressionar a empresa a pôr fim à sua cumplicidade no projeto ilegal de colonatos israelitas. Este é apenas um exemplo de redes específicas por região ou empresa; muitas outras estão a crescer em todo o mundo. Existem também redes e cooperativas de estabelecimentos de hospitalidade que promovem o turismo ético, como Fairbnb e Ecobnb. - Plataformas Booking.com / Airbnb:
Se a sua empresa estiver registada em agregadores corporativos monopolistas como o Booking.com e o Airbnb — que mantêm uma cumplicidade contínua com crimes de guerra israelitas — e não for viável mudar para uma plataforma mais ética a curto prazo, recomendamos a utilização do e-mail de confirmação pós-reserva para expressar solidariedade com a Palestina. Este e-mail, que normalmente inclui informações logísticas e regras da casa, pode conter uma breve mensagem que afirme a sua posição, acolhendo hóspedes de diversas origens e desencorajando alegados criminosos de guerra. Podemos partilhar exemplos. - Pedido de esclarecimento de antecedentes:
Encontre no nosso kit um modelo de formulário para solicitar esclarecimentos de antecedentes aos hóspedes, de modo a garantir que não participaram na prática de crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio. Este modelo foi preparado e popularizado pela Wind Villa, um hostel em Quioto, Japão.
Podemos apoiar os estabelecimentos na expressão da sua solidariedade através dos meios de comunicação social e/ou redes sociais, bem como ajudá-los a conectar-se com empresas que assumem posições semelhantes. Estão também convidados a utilizar o logótipo da campanha e/ou a escolher autocolantes/faixas de uma coleção crescente de materiais gráficos da campanha.
Gostaríamos ainda de destacar que estabelecimentos de hospitalidade que tornaram pública a sua posição receberam muitas avaliações positivas precisamente por causa dessa posição, e atraíram clientes que escolhem ficar em locais que não acolhem criminosos de guerra nem genocidas.
O movimento BDS trabalha com parceiros em estratégias que têm em conta as dinâmicas locais, em vez de apelos generalizados. Reconhecemos as relações de poder na indústria da hospitalidade, em particular a forma como plataformas corporativas como o Airbnb e o Booking.com controlam o acesso e a visibilidade de hotéis e alojamentos locais. Apelamos aos viajantes para que pressionem estas empresas e as boicotem quando possível. No entanto, no que diz respeito às empresas, encorajamo-las a mobilizar-se conjuntamente para pressionar estas plataformas a pôr fim à sua cumplicidade, bem como a abster-se de retaliar contra estabelecimentos e trabalhadores por expressarem solidariedade com a Palestina e cumprirem o direito internacional.
Por favor, explore o nosso kit da campanha No Room for Genocide para mais ideias e informações.